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quarta-feira, 14 de abril de 2010

EVENTOS HISTORICOS DE SOBRAL

14(1759)- CELEBRAÇÃO DA 1º SEMANA SANTA EM SOBRAL NA FAZENDA CAIÇARA

terça-feira, 13 de abril de 2010

MÉMORIA SOBRALENSE

Vicente Cândido Figueira de Sabóia, primeiro e único barão e depois visconde de Sabóia (Sobral, 13 de abril 1836 Petrópolis, 18 de março de 1909) foi um médico brasileiro.

Era filho do Cel. José Sabóia e de Dona Joaquina Figueira de Melo Sabóia. Doutorou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1858. Após concurso, foi nomeado, em 1859, Opositor da Secção Cirúrgica e, em 1871, catedrático de Clínica Cirúrgica.

Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, doutorando-se em 1858. Após concurso, conseguiu a cátedra de Clínica Cirúrgica em 1871 na mesma instituição, lecionando por mais de vinte anos. Assumiu a Diretoria da Faculdade em 1881, e, no ano seguinte, tornou-se médico do Paço.

Incumbido pelo governo para preparar um plano completo de reforma do Ensino Superior, apresentou projeto, amplamente desenvolvido, que serviu de base para o Decreto de 19 de abril de 1879 estabelecendo o ensino livre.

Foi sócio correspondente da Academia Cearense de Letras, do Instituto do Ceará, da Real Academia de Medicina de Roma, da Academia de Medicina e da Sociedade de Cirurgia de Paris e um dos primeiros conselheiros da Ordem Médica Brasileira.

Autor de inúmeros trabalhos científicos, especialmente na área de cirurgia.

Em comissão da Faculdade, foi à Europa estudar as organizações de ensino médico e, em 1881, já nomeado Médico da Casa Imperial e Cirurgião da Corte, é designado diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu este cargo com excepcional eficiência durante 8 anos, afastando-se com a proclamação da República em solidariedade ao Imperador, de quem era amigo e médico particular. Com o seu pedido de demissão, feito em caráter irrevogável, recebeu o título de DIRETOR HONORÁRIO, honraria jamais concedida até hoje a qualquer outro membro da sua Congregação.

Da Academia de Medicina, além de instituições científicas nacionais, Visconde de Sabóia foi membro titular da Sociedade de Obstetrícia de Londres, da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia de Medicina de Paris - primeiro representante da medicina sul-americana -, da Academia de Medicina de Roma e da Sociedade de Cirurgia de Paris.

Em sucessivas viagens ao Velho Mundo, onde era conhecido como o mais completo cirurgião da América do Sul, freqüentava os mais famosos centros cirúrgicos, estabelecendo contato com seus maiores expoentes, como Lorde Joseph Lister, de Glasgow, de quem aprendeu e trouxe ao Brasil o MÉTODO ANTISSÉPTICO, que lhe permitiu praticar como rotina a cirurgia abdominal - antes disso, abrir um abdômen era uma aventura. Foi o primeiro a usar no Brasil a atadura gessada.

Sua atividade literária também foi extraordinária: escreveu cerca de 35 trabalhos científicos, dentre os quais destaca-se TRAITE THEORIQUE ET PRATIQUE DES ACCOUPLEMENTS, livro adotado por muitos anos nas Faculdades de Louvain (Bg) e Montpellier (Fr). No terreno profano, cumpre citar A VIDA PSÍQUICA DO HOMEM, sobre os sempre polêmicos temas materialismo e espiritualismo.

Sua obra de maior repercussão foi a REFORMA DO ENSINO MÉDICO DO BRASIL, encomendada pelo Ministro Leôncio de Carvalho. Com as reformas materiais e os novos métodos de aprendizagem e investigação científica que introduziu, colocou a Faculdade que dirigia em pé de igualdade com as melhores e, por vezes, superior às européias.

Com um retrato a óleo de corpo inteiro, na Galeria de Honra (Salão Nobre da Reitoria), a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro prestou homenagem ao seu maior diretor de todos os tempos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Feriado Municipal dedicado a Padroeira de Sobral


Há 183 anos em Sobral dedica-se o dia 8 de Dezembro a
Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da Cidade.
QUEM SE LEMBRA:

-DA NOVENAS DO MENINO DEUS, EM DEZEMBRO. USAVA-SE A LAMPARINA PARA ILUMINAR OS TABULEIROS DE BOLO



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Há 168 anos nascia em Sobral, um dos responsáveis pela libertação dos escravos.




JOSÉ JÚLIO DE ALBUQUERQUE BARROS, mais conhecido como “Barão de Sobral” filho do Dr. João Fernandes de Barros e D. Luiza Amélia de Albuquerque Barros, nasceu a 11 de maio de 1841, em Sobral, província do Ceará. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade do Recife, recebendo o grau de Bacharel em 1861; defendendo tese na Faculdade de São Paulo, obteve o grau de Doutor, no dia 16 de dezembro de 1870. Foi Promotor Público em Sobral, Diretor da Instrução Pública da sua província natal, Secretário do Governo dos Presidentes da província Lafaiete Rodrigues Pereira e Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo, sendo exonerado, a pedido, em decreto de 29 de março de 1866, e Diretor do Liceu do Ceará, por nomeação presidencial de 14 de dezembro de 1867. Foi Deputado à Assembléia-Geral Legislativa, pela referida província, na 13ª legislatura (1867-1870). Exerceu a alta administração em duas províncias do Império: Ceará — nomeado Presidente, em decreto de 9 de fevereiro de 1878, tomou posse em 8 de março seguinte e foi exonerado, a pedido, em decreto de 4 de maio de 1880; Rio Grande do Sul — nomeado Presidente, em carta de 2 de junho de 1883, assumiu o poder em 16 do mês de julho e foi exonerado em decreto de 12 de setembro de 1885. Foi nomeado, em decreto de 1º de maio de 1880, para a Diretoria da Agricultura da Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, e por outro, de 10 de agosto de 1885, Diretor-Geral da Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça, em cujo exercício se encontrava quando foi proclamado o regime republicano, prestando então relevantes serviços, muito colaborando com o respectivo Ministro, Manuel Ferraz de Campos Sales, em todas as reformas realizadas, principalmente na Organização Judiciária e Código Civil. Com a organização do Supremo Tribunal Federal, foi nomeado Ministro do mesmo tribunal, em decreto de 12 de novembro de 1890; tomou posse em 28 de fevereiro de 1891. Por decreto de 3 de março seguinte, foi nomeado Procurador-Geral da República, exercendo as funções até falecer. José Júlio de Albuquerque Barros foi agraciado, por D. Pedro II, com o grau de Cavaleiro da Ordem da Rosa, em decreto de 19 de outubro de 1867, e os títulos do Conselho, em decreto de 5 de agosto de 1882, e de Barão de Sobral, em decreto de 19 de janeiro de 1889. Era casado com D. Maria Francisca Gomes da Costa, filha dos Barões do Arroio Grande. Este fez parte da Sessão do Conselho de Estado em que a Princesa Isabel assina a lei Áurea, sendo que assina junto a monarca o ato abolicionista. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 1893, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.

Por: Elenilton Roratto.