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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FOCO AMBIENTAL

Os consumidores brasileiros preocupados com os impactos de seu consumo terão a oportunidade de obter mais informações sobre alguns produtos que consomem. O Walmart BrasilInstituto e um grupo de empresas fornecedoras lançaram o projeto “Sustentabilidade de ponta a ponta”, no qual dez produtos tiveram inovações ou alterações significativas em seu processo produtivo para reduzir os impactos ambientais. Essas mudanças serão informadas aos consumidores na hora da compra.

“O objetivo era desenvolver uma linha de produtos que reduzissem os impactos socioambientais em seus ciclos de vida, com resultados mensurados, transparentes e passíveis de verificação”, disse Marcelo Vienna, vice-presidente de Marketing do Walmart Brasil, no evento de apresentação do projeto. As mudanças vão desde o lançamento de produtos orgânicos até alterações nas embalagens e na logística de transporte, o que permite, por exemplo, economia de água, de energia e de combustível.

Daniela de Fiori, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Walmart Brasil, lembrou que uma das grandes dificuldades do programa de sustentabilidade da rede de varejo é incorporar produtos com características sustentáveis. “E o maior desafio é como comunicar essas características sustentáveis para o consumidor de maneira clara, precisa e consistente”, afirmou Daniela.

Uma iniciativa do Walmart em nível mundial foi a criação de um índice de sustentabilidade, que tem o objetivo de resumir em um número de fácil compreensão as informações complexas sobre os impactos do processo de fabricação e transporte dos produtos
Para Héctor Núñez, presidente e CEO do Walmart Brasil, esse tipo de informação se tornará cada vez mais fundamental: “À medida que o consumidor tiver acesso à informação sobre produtos mais sustentáveis, terá preferência por esses itens. A escolha do consumidor passará por impactos do produto no meio ambiente e pelo compromisso das empresas com a sustentabilidade do planeta”.

Veja abaixo a lista de produtos do projeto “Sustentabilidade de ponta a ponta”, com as respectivas inovações e ganhos ambientais. Com exceção do sabão TopMax, que é marca própria do Walmart, todos os outros produtos serão vendidos não só nas lojas da rede Walmart, mas em qualquer ponto de venda de varejo no Brasil.

Toddy Orgânico (Pepsico)

  • Utilização de 100% de cacau e açúcar orgânicos certificados
  • Uso de matéria-prima certificada pelo FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, para produção do rótulo do produto
  • Menor emissão de gases de efeito estufa
  • Eliminação do uso de queimadas para colheita da cana-de-açúcar utilizada para produção de Toddy Orgânico

    Matte Leão Orgânico (Coca-Cola)
  • uso de 100% de erva mate orgânica, atestando a não utilização de fertilizantes químicos ou pesticidas no seu cultivo
  • uso de material 100% reciclado na embalagem do produto, sendo 30% reciclado pós-consumo
  • redução da emissão de CO2 no transporte da erva mate pelo uso de 10% de biodiesel
  • redução de 90% na quantidade de tinta de impressão na embalagem do produto.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Oportunidade única.

Aí Galera,

O Planetario Internacional de Vancouver, da British Columbia - Canadá, calculou a precisão em que Marte estará orbitando perto da terra. Será no dia 27 de agosto de 2009.
Pelo menos, quatro ou cinco gerações da humanidade não voltará a ver este fenomeno natural, e poucas pessoas sabem até o momento, embora tenha sido noticiado em 11 de maio de 2009.

A previsão do PIV é que no dia 27 de Agosto, a meia noite e meia, o planeta Marte será a estrela mais brilhante do ceu, e será tao grande quanto a lua cheia, e estará a 55,75 milhões de kilometros da terra.

Se a previsão estiver correta, será como se a terra tivesse duas luas, e este acontecimento só ocorrerá de novo no ano de 2287.

Divulgue esta informação, pois ninguém terá a oportunidade de rever.
Priscila.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Antropocentrismo x Degradação do Meio Ambiente

O homem, na Idade Média, era um ser despojado de vaidades pessoais, que se colocava a serviço de Deus. Com o Renascimento, surge o Humanismo, e inicia-se um processo de distanciamento do homem com a natureza, pois ele não mais se vê meramente como parte integrante dela, já que o mundo passa a ser visto e criado a partir da ótica do homem e todas as suas ações passam a legitimar esse propósito.
Sendo assim, a natureza se transforma em objeto da investigação humana. As relações afetivas e espirituais deste homem com a natureza são rompidas aos poucos e começam a mudar. O homem se apropria da natureza e realiza experimentos com ela, com base na razão. O século XVII marca a origem da chamada Revolução Científica na Europa, muito embora esta “revolução” no pensar e agir humanos já viesse ocorrendo desde o Renascimento, culminando com as essenciais descobertas de Galileu Galilei.
Com a Revolução Científica, derradeiramente a postura do homem perante a natureza adquire um contorno diferenciado, pois uma nova visão de mundo foi instituída: materialista, racionalista, mecanicista, instrumentalista e antropocêntrica. Passa a imperar o método reducionista, que só aceita o que se ajusta à razão “cartesiana”. O estudo do corpo humano passa a ser fragmentado, o aprendizado das disciplinas na escola é fragmentado, a compreensão humana sobre o Meio Ambiente é fragmentada. Além, é claro, da natureza em si ser tratada ainda como um objeto, pois os Homens, segundo Descartes, não fazem parte dela.
O paradigma cartesiano, criado por Descartes, fixou as raízes do Antropocentrismo (o homem é o centro do mundo), que hoje tem grande parcela de responsabilidade pela crise ambiental que a humanidade atravessa. Quanto mais o homem passou a se distanciar da natureza, separando-se de suas origens, acreditando ser o “senhor de todas as coisas do mundo”, mais passou a intervir de maneira danosa no Meio Ambiente.
Não se pode negar, evidentemente, que a Revolução Científica possibilitou grandes avanços científicos e trouxe muitos benefícios à humanidade. Contudo, é necessário reconhecer também que trouxe inúmeras conseqüências negativas, o que indica que o modelo cartesiano não é mais adequado e eficaz para sustentar as demandas do planeta no contexto atual de crise ambiental. Por isso, todos os homens são responsáveis, enquanto cidadãos conscientes, pela instauração de uma nova ordem mundial com o objetivo de garantir a continuidade da vida na Terra, seja ela humana ou não, e a manutenção de um Meio Ambiente saudável, levando em consideração um paradigma não só Antropocêntrico, e sim, Ecocêntrico, no qual haja um equilíbrio entre razão e emoção, onde o conhecimento seja integrado e não fragmentado e o homem se aproxime da natureza enquanto parte dela e não como seu proprietário.
A crise ambiental, já há algum tempo, é assunto constantemente presente no mundo todo. Diariamente as pessoas sentem na pele os efeitos da pressão das atividades humanas sobre o Meio Ambiente e começam a perceber que esses efeitos não estão restritos a uma única região do planeta Terra, mas estão em todos os lugares.
Segundo estudiosos, a Terra existe há quase 5 bilhões de anos, e vidas na Terra existem há mais de 3,5 bilhões de anos, sendo que o homem a habita há quase 3 milhões de anos. Há 200 anos é que o Meio Ambiente passou a ser afetado consideravelmente com a ação humana, e há apenas 40 anos é que esses impactos passaram a ser considerados muito graves no planeta.
Não é difícil perceber que tais impactos pioraram em razão dos avanços científicos e tecnológicos ao longo do tempo. Foi com a explosão da bomba atômica, ao final da Segunda Guerra Mundial, que a humanidade tomou consciência da manifestação mais significativa, e ao mesmo tempo nefasta, do poder do homem sobre o Meio Ambiente. Em poucas horas, além da morte de milhões de pessoas, a água foi contaminada, a fauna e a flora local foram exterminadas, etc.
Depois da Segunda Guerra Mundial foram empreendidos muitos esforços e destinado muito dinheiro à causa do desenvolvimento econômico. O modelo social e econômico que passou a vigorar desde então agravou ainda mais os problemas ambientais, pois aumentou a exploração dos recursos naturais para atender às demandas nos processos produtivos, cada vez mais eficientes, mas somente do ponto de vista tecnológico.
Não nos iludamos: os problemas dos recursos ecológicos e os problemas sociais são intimamente interdependentes. Pobreza, crescimento acelerado da população, destruição dos recursos e degradação do Meio Ambiente estão profundamente relacionados. O crescimento da raça humana e as largas disparidades entre poder econômico e político contribuem para a destruição dos recursos e danificam o Meio Ambiente; e recursos e Meio Ambiente degradado afetam a vida das pessoas, podendo, inclusive, contribuir para a instabilidade política e econômica.
É urgente, portanto, que haja uma mudança de paradigmas, com a perpetuação de princípios e valores que exaltem a preservação da vida, o respeito, a justiça social e ambiental, a igualdade entre os povos, dentre outros. Para isso, o pensar e agir humano precisa de uma reorientação, assim como ocorreu a partir do Renascimento.
Todo o nosso de sistema de valores está atualmente pautado em uma Ética Antropocêntrica e , sendo assim, nossa visão do mundo é por ela orientada. O homem resiste à idéia de que para sobreviver precisa mudar radicalmente sua relação com o Meio Ambiente, esquecendo-se de que cada ser humano é uma parte que o integra em sua imensidão e variedade. Certamente, o fato de possuir racionalidade faz do homem um ser diferente, mas não mais importante que as demais criaturas. E justo por ser racional, não deveria ser tão difícil para ele compreender que não há alternativa senão a preservação do Meio Ambiente para que a vida possa subsistir, e para que haja um desenvolvimento, no mínimo, sustentável.
A responsabilidade, então, assume a dimensão de um dever para com o futuro, para com os que ainda virão. E não pode o homem atual negar-lhes o direito à existência futura.