Perfil
- Gemma Galgani
- Pedagoga com pós-graduação em Relações Humanas - RH, Publicitária, jornalista com 10 anos de experiência no Jornal O Povo, desenvolveu um arduo trabalho no jornal Expresso do Norte, hoje colunista do Jornal A Folha e sobralense da Gemma.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
NOTAS
Lançamento do Livro, Era uma vez em Sobral. Contamos com sua honrosa presença no dia do lançamento, que será dia 1 de julho de 2010 às 19 hora no Teatro da ECOA.Em breve mais informaões.
AJE-Associação dos Jovens Empresários) de Sobral
.
Dia 09 de Junho a posse da nova diretoria da AJE com a presença de grandes personalidades, incluindo deputados estaduais, representantes do SEBRAE estadual, representantes da FAJECE (federação das AJEs do Ceará), Magnifico Reitor da UVA, Prefeito Leônidas Cristino, dentre outros .
Nesta semana, o Deputado José Linhares conseguiu o empenho dos recursos abaixo listados. No total foram liberados R$3.692.130,00 pelos Ministérios das Cidades e do Turismo. Neste momento, as prefeituras devem procurar a CAIXA ECONOMICA FEDERAL para a celebração de convênio e início das obras, antes do período eleitoral.
SOBRAL
Intervenções de Construção de Pavimentação em Pedra Tosca e Revestimento Asfál
tico em Ruas e Avenidas no Município de Sobral/CE.
789.800,00.
Construção de Praça no Entorno da Quadra Poliesportiva no bairro Cohab III, Reforma da Praça da Igreja Coração de Jesus e Revitalização da Praça da Igreja da Sé (Ministério do Turismo) – Valor R$ 1.755.000,00
terça-feira, 8 de junho de 2010
NOTAS
SPLAM na
Semana do Meio Ambiente
O objetivo das palestras e oficinas promovidos pela SPLAM sensibilizaram a comunidade sobre os prejuízos do incorreto acondicionamento do lixo ao meio ambiente e às pessoas, além de refletir sobre questões relativas à preservação ambiental e à reciclagem, como forma de amenizar o impacto causado sobre o meio ambiente.
Com estas atividades, a SPLAM pretende divulgar os benefícios proporcionados pelo hábito saudável de selecionar o lixo produzido em residências, comércios e indústrias, mostrando que é possível uma convivência harmônica entre as atividades produtivas geradas nos conglomerados urbanos e a preservação do meio ambiente.(bm)
Defensor público Pedro Aurélio Ferreira Aragão assumui o legislativo como vereador sobralense nesta segunda-feira 7.Aurelio ja mostrou a que veio.
O vereador João Alberto Adeodato Júnior assumiu de vez a candidatura do G6 (grupo formado pelos vereadores Zé Vytal, Zezão, Adauto Arruda, Paulo Vasconcelos, Paulão e o próprio João Alberto.
Programação Cine Falb Rangel - Ação Cine Mais Cultura
Encontro com o cinema brasileiro
Exibições às terças e quintas, às 19:30h
Entrada gratuita
Programação sujeita a alteração
Ministro Moacir Catunda Martins.
O jurista Celso Antonio Bandeira de Melo, confessou-me , à epoca em que fui seu aluno ,no Curso de Mestrado da PUC/SP, que o ministro quiteriense só poderia ter sido mesmo uma grande fortaleza moral, com denso saber jurídico, posto que em todos os Estados do Brasil só se ouvia bons comentários sobre a sua digna atuação de magistrado, fato raro na história da magistratura.
De fato, o Ministro Moacir Catunda granjeou, na sua peregrinaçao sobre a terra, no palco da Justiça, respeito e admiração, de todos, na sua area de trabalho, em razão de sua serenidade, sinceridade, humildade e densidade cultural jurídica, não julgava movido do espirito de perseguição, ressentimentos, inveja , todas as suas decisões eram bem fundamentadas, lastreada na prova produzida nos autos do caderno processual, nada de suposição ou advinhação ou mesmo esquema de poder, como critério de formação de juízo de valor, não se tem noticia de que ele corria, a passos largos, para tentar chegar, a tempo, nas sessões de julgamentos dos tribunais, para apenas ler votos preparados por seus assessores , sem debate, ou apenas, para dizer que acompanhava o voto do relator.
É dever, sim, do Estado , assegurar a todos os jurisdicionados que mourejam no tablado da justiça uma solução justa, razoável, fundamentada, com base nas provas produzidas nos autos , nada de condenar o usuário da justiça por mera suposição, por capricho, por achismo, sem prova, sem razoabilidade,sob pena de macular a toga da Themis e passar pelo tempo sem exemplos dignos funcionais, sem grandeza.
por; Rildson Martins Advogado e Professor de Direito Processual Civil da UVA.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
FESTIVAL DA MERUOCA
O esforço dos organizadores mostra seriedade e compromisso.Não é facil para um municipio de poucos recursos arcar com um evento desse porte.Segundo o prefeito Fonteles nesse ano nao teve recursos do governo federal. As atrações- de Dorgival Dantas(deu um show á parte) entre outros- tudo agradou.
Um municipio pobre, com poucos recursos, assumir um festival desse nivel tem que ter coragem... No mais Guaramiranga que se cuide.
NOTAS
PP de Sobral renova sua Comissão Provisória
Com mandato expirado no último dia 23 de maio, a Comissão Provisória Municipal do Partido Progressista de Sobral foi renovada. O médico anestesiologista Dr. Vicente Pontes Carvalho foi indicado para presidir a agremiação, substituindo o senhor Agostinho Cavalcante Rocha que transfere a direção partidária, mas não abandona os ideais progressistas.
Em Sobral a Comissão do PP é formada por doze membros sendo nove titulares: Vicente Pontes Carvalho (Presidente), José Ozani de Andrade Aragão (Tesoureiro) e os membros José Lúcio Ribeiro, Maria Juraci Neves Duarte, Osmany Mendes Parente, Francisco Agenor Andrade Júnior, Vereador José Crisóstomo Barroso Ibiapina (Líder do Partido na Câmara), Vereador Adauto Izidoro Arruda, Joaquim Barreto Lima Filho e três suplentes: Lúcia Maria de Vasconcelos Rocha, Almino Rocha Filho e Antonia Francineusa Barbosa Ribeiro.
A Comissão Provisória é um órgão de direção e de ação para todos os efeitos estatutários e legais, designada pela Executiva Estadual para dirigir as Convenções destinadas a eleger os Diretórios Municipais e tem vigência de seis meses.
II Workshop do Artesanato, que acontecerá entre os dias 22 e 24 de junho no Centro de Convenções de Sobral,uma iniciativa da STDE
Neste primeiro encontro, que contou com a participação de lideranças comunitárias, presidentes de associações e representantes de secretarias municipais, foram discutidos os principais pontos referentes ao evento, bem como, o tema “Identidade Cultural de Sobral”
PRESENTE DO INACIO CARVALHO- NÃO DEIXE DE LER
Berro Dágua nasceu em Sobral
Desde ontem à noite estou em Sobral de passagem para Alcântaras e Camocim, onde acompanharei as seções municipais da convenção eleitoral estadual do PCdoB. Aí não tem jeito, chego aqui e me dá logo vontade de falar sobre a minha sobralencidade, chamegar com minha mãe, meu pai, minhas irmãs ( os irmãos estão todos morando em Fortaleza), a sobrinhada que mora aqui e acariciar esse lugar que num me deixa nem falar porque já fico logo emocionado.Pois quem pensava que Sobral havia "inspirado" apenas Albert Einstein em suas pesquisas para a comprovação da curvatura da luz e da Teoria da Relatividade, estava enganado. Eu desconfio que o ator Wilson Aguiar, que nasceu na vizinha Massapê, do meu amigo Francinet (.com.br), e é tio da Bida, minha cunhada, andou se inspirando no João de Apolo, que ainda vive "bem velhinho", como me relatou minha irmã Maria, pra fazer o Nezinho do Jegue, no Bem Amado. Do mesmo jeito que personagem esculhambava o Odorico Paraguaçu depois de "tomar umas", o sobralense, com seu paletó malamanhado e sua surrada pasta 007 cheia de recortes de jornal velho, botava baixava a lenha em figuras como o folclórico e habilidoso político sobralense Zé Prado.
Agora o escritor Afonso Romano de Sant'Anna atiçou meu bairrismo ao revelar mais uma inspiração sobralense. Em artigo publicado no Diário do Nordeste ele fala sobre o livro "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua", inspiração do filme que estreou dia desses, e revela mais uma razão pra que tenha orgulho de ser sobralense. Diz ele lá: "o verdadeiro nome de Quincas, não é Joaquim Soares da Cunha como solipsisticamente o disse o romancista baiano. O Quincas real tinha, aliás, um nome muito mais mítico, pois se chamava Plutarco, cabo Plutarco. E já que estou rasgando os véus da ficção e da realidade avanço mais: o nome do Quincas/ Plutarco era esse: Wilson Plutarco Rodrigues Lima e nasceu em 1920, em Sobral".
Como dizia o saudoso Eusélio Oliveira, gostou ou não gostou? Pois é Jorge Amado, como você vai ler na postagem aí embaixo, inspirou-se num farrista conterrâneo que botava boneco lá no Rio de Janeiro. Tá certo que um cabra pinguço não é lá exemplo pra ninguém, nem motivo de orgulho, mas também ninguém vai ignorar que essas criaturas também ajudam a compor a crônica social de um povo, ainda mais um povo cheio de histórias como o nosso brasileiro.
Post post: tenho de compartilhar o crédito dessa postagem com meu amigo Gilvan Paiva, que viu o artigo do Sant'Anna e me chamou atenção. O Gil também tem um blog e vale a pena você ir lá.
O Berro Dágua de verdade
A verdadeira história de Quincas Berro Dágua No posfácio que escreveu para a nova edição, pela Companhia das Letras, do A morte e a morte de Quincas Berro Dágua, de Jorge Amado, Affonso Romano de Sant'Anna surpreende muitos leitores ao afirmar que a célebre personagem do romancista baiano existiu mesmo: chamava-se Cabo Plutarco, e repousa no carneiro nº 6059 do Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.
Pura verdade, mas Affonso não contou toda a história... Quem o fez (com direito a foto e tudo, pa
ra que ninguém duvide) foi o escritor cearense José Helder de Souza (o senhor da foto ao lado, falecido há pouco tempo, em Brasília), num livrinho precioso com o título Cabo Plutarco, o Berro d’Água, que pouca gente leu, publicado que foi em Fortaleza pela Imprensa da Universidade Federal do Ceará, em 1982. A figura tinha por nome Wison Plutarco de Lima nascido em 1920 no município cearense de Sobral. Berro Dágua, portanto, não era baiano coisa nenhuma, mas natural da cidade em que Ciro Gomes iniciou sua carreira política. (Já que falamos nela, Sobral entrou para a história da ciência, pois lá, no dia 29 de maio de 1919, comprovou-se experimentalmente, pela primeira vez, o desvio da luz, conforme previsto por Einstein na Teoria da Relatividade. Mas isso é outra história...) Emigrado para o Rio, Plutarco serviu como cabo no lº Batalhão de Caçadores de Petrópolis. Mas sua verdadeira e profunda vocação era a boêmia, a farra, a que se entregou com intensa devoção na companhia de bebuns que frequentavam a Galeria Cruzeiro, no centro carioca. Para que se tenha ideia dos pinguços, um era conhecido por “Marechal de Fezes” (alusão a Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro), e outro, certamente por haver pertencido à Marinha, pela edificante alcunha de "Capitão de Mar e Merda"... A turma, como se vê, era um tanto próxima dos militares... Um terceiro gabava-se de viver desempregado há 42 anos, sustentado pelos colegas de mesa. Recorde capaz de ofender um Jorginho Guinle, que se orgulhava de jamais haver metido um prego quente numa barra de sabão...
Conta Zé Helder que Plutarco, certa vez, viajava do Rio para Fortaleza em um navio, ao encontro dos pais. Na escala em Salvador, o passageiro caiu na gandaia e esqueceu-se de voltar a bordo, perdido de amores pelas meninas da Cidade Baixa. Sorte dele: o navio chamava-se “Baependi”, posto a pique no litoral pernambucano por torpedos alemães. Em Fortaleza, a família chorava a morte do Cabo quando recebe um cabograma com o aviso de que perdera o navio, mas que tomara outro e já estava a caminho...
De tanto beber, Plutarco morre em abril de 1950 no Rio de Janeiro, aos 30 anos de idade. Durante a despedida, os amigos começam a beber em memória do companheiro que partia, como narra o pesquisador cearense: “Já com muitas doses de cana no bucho, os vapores subindo à cabeça, aqueles rapazes desprendidos, aquela gente folgazã só podia mudar a feição triste do velório, a tal ponto que a certa altura o próprio defunto passou a ter direito também às suas doses,o gargalo da garrafa enfiado na boca. No desvario, já no pingo da madrugada, as garrafas vazias e a sede e a vontade de beber mais aumentando, os participantes daquela sentinela singular dispuseram-se a sair e ir buscar mais bebida. Injusto seria lá deixar sozinho o companheiro morto, e ele assim foi aluído do caixão e carregado em pé, um amigo de cada lado amparando-o pelo sovaco ou passando-lhe um dos braços pela nuca. Lá se foram pelo bucho da madrugada em busca de um bar, um daqueles que não têm hora para fechar suas portas.” O dia já amanhecendo, põe Plutarco de volta no caixão — não sem antes tirar-lhe o paletó e os sapatos novinhos, comprados para que tivesse um entero decente. Afinal de contas, ao contrário deles, o amigo não precisava mais daqueles luxos... E assim o Cabo Plutarco subiu aos céus ou baixou aos infernos, ninguém jamais saberá, nos mesmos trajes com que viera ao mundo: completamente nu.
Essa história, Jorge Amado a ouviu em Fortaleza, em 1958, na caymmiana “Boate Maracangalha”, que não era propriamente uma boate, mas a residência do Dr. Zequinha de Moraes, advogado e agrônomo (ou “agrobacharel”, como se lia na placa que, por gozação, um amigo pusera na fachada...) Incompatibilizado com os donos de botecos próximos, Zequinha realizara o sonho de todo bebun: ter um bar na própria casa para receber os amigos... Frequentado por jornalistas e escritores, ali foi ter, uma noite, o então jovem romancista Jorge Amado, a quem contaram as peripécias que, em 1959, a revista Senhor publicaria como protagonizadas por Quincas Berro Dágua. Em 1981, ao receber em Fortaleza o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará, o próprio baiano revelou: “Homem de muitos amigos, tenho aqui, como em toda parte do Brasil, mesa posta em muitas casas e um copo à minha espera na confraria noturna dos últimos boêmios. Foram esses amigos que ainda vivem a aventura e o riso que me forneceram a idéia inicial de uma das minhas histórias mais divulgadas e melhor consideradas. Refiro-me à "Morte e a morte de Quincas Berro Dágua". Esse vagabundo dos becos e ladeiras da cidade da Bahia, que hoje trafega mundo afora em mais de vinte línguas, em trinta países, que virou peça de teatro, balé, programa de televisão. Quincas Berro Dágua foi gerado em Fortaleza, onde brotou a idéia desse pequeno romance. Deram-me notícia de caso acontecido quando da morte de um boêmio, contaram-me como a solidariedade dos amigos prevaleceu na hora da ausência e transformou a dor da despedida em festa.”
Essa, a verdadeira história do cearense Wilson Plutarco Rodrigues Lima, o Cabo Plutarco, o Quincas Berro Dágua de Jorge Amado, essa pequena obraprima da literatura mundial, tão cheia de vigor e de beleza quanto O velho e o mar, de Hemingway, e Bartleby, o escrivão, de Melville. Em homenagem a todos eles, ergamos os copos e entoemos em uníssono, como diz o meu amigo, e parceiro de chope, Afreimar Queiroz: “Bebamos a isso!”
