quarta-feira, 17 de junho de 2009

A DOM LUSTOSA

Nunca mais da memória me sai esta Manhã de sol ridente e esplendorosa Em que ver, mesmo ao longe, Dom Lustosa Foi pra minha alma indescritível festa.
A cantar minha lira então se apresta O artista modelar da boa prosa Simplicíssima, doce, harmoniosa, Como um terno gorjeio na floresta.
Eu vi em sua face descarnadaA essência humana espiritualizada, Sinal vivo de zelo e fé sincera.
Alguma coisa de genial se expande Naquele vulto, fraco para um grande, Grande demais pra glória que o espera.
Fortaleza, fevereiro de 1946.

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